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ESTADUNIDENSES E BRASILEIROS: Aqueles querem dominar pela força! Nós o faremos pela Sedução!Por Genival Ferreira* Esta Crônica foi inspirada na observação de Walter Santiago, meu aluno da Pós-Graduação em Auditoria de Sistemas da UFPE e Professor da ESUDA, por ocasião de um bate-papo informal que tivemos durante um almoço, juntamente com outros colegas na nossa bela Recife. Walter registrou que em sua experiência na Europa, pôde avaliar a imagem que nós brasileiros temos fora do Patropí. O que se tem observado de "Brasil na moda" por esse mundo afora, não é brincadeira! Brasileiro é assim: alegre, extrovertido, criativo, pacato, simpático e principalmente brincalhão. Lembro que conversando com o meu amigo e colega Prof. Dr. Olívio Koliver, uma das maiores autoridades contábeis do mundo, gauchão "alemãozão" de Rio Grande "tche"; e orgulho da maioria de todos nós contadores brasileiros, perguntava-lhes se ele conhecia algum povo no mundo que fizesse piada com suas próprias limitações, tão bem como o povo brasileiro. Koliver como uma figura extremamente sensível do ponto de vista cultural, respondeu categoricamente: "claro que não, oh De Sertânia"!!! Nem mesmo os argentinos "nuestros hermanos Del Sur" representam a latinidade como nós. Têm sangue quente também como nós, mas com alegria limitada, como que se quizessem imitar os Europeus não latinos (será o clima?). Aliás, dizem até que Buenos Aires é um pedaço da Europa na América! Mas vejam o que o futuro nos aguarda! Nestes tempos de tecnologia avançada e de conseqüente aumento de velocidade da globalização, a espontaneidade brasileira atravessa fronteiras e faz amigos em todos os recantos do planeta. Recentemente assistimos os gregos e os que visitaram a Grécia durante as Olimpíadas 2004, curtirem as cores da nossa bandeira. Um Haiti em Guerra ovacionar nossa Seleção de Futebol – uma das grandes instituições nacionais, num "Jogo da Paz". Assim acontece no Japão, como no resto da Ásia e na África como um todo: o mundo curte o Brasil e o brasileiro, como um produto fidelizado, pelo seu futebol, seus atletas de tudo que é modalidade esportiva, pela boa convivência que proporcionamos e pela nossa alegria de viver neste pedaço privilegiado de planeta. A morte do nosso embaixador Sérgio Vieira de Melo consternou o mundo inteiro! Os brasileiros do Norte se orgulham da floresta, os nordestinos da sua cultura multifacetada, os sulistas do seu vinho e tradições, os do Sudeste de sua indústria; e os brasileiros do Centro-Oeste de seu maravilhoso pantanal. Nós de Pernambuco – nos orgulhamos não só da nossa música, da nossa história – que é a própria história do Brasil, como acreditamos bem humoradamente e em tom de gozação, que o Oceano Atlântico nasceu no Recife, pela junção dos Rios Capibaribe e Beberibe, por traz do Palácio do Campo das Princesas – a Residência Oficial dos nossos Governadores. Mas seriamente: ensinamos a Liberdade ao Brasil nos Montes Guararapes de Jaboatão, segundo o carioca Martinho da Vila, no seu samba: "Aonde o Brasil aprendeu a Liberdade". Criamos o Exército brasileiro – Guardião maior da nossa identidade e soberania nacionais; e provocamos no país os primeiros sentimentos de nacionalidade, por isso nos orgulhamos de dizer: "A Pátria Nasceu Aqui", como está escrito em todas as entradas de Jaboatão dos Guararapes. E de onde vem tudo isso? Eu vos digo: da nossa molecagem, da nossa espontaneidade, do nosso pacifismo, porque delas nasce a capacidade de sedução do povo brasileiro e delas resultará a "conquista" do mundo, pois enquanto os "do Norte das Américas" insistem em "dominar" pela força das armas, nós insistimos em "conquistar" pela força da nossa capacidade de sedução. A diferença? É simples: pelas armas surge a Guerra, pela sedução o Amor. FAÇA AMOR NÃO FAÇA GUERRA! Já admitia Jô Soares no seu humorístico de TV dos anos oitenta. Eles São Tarados! Nós somos Amantes sedutores! Eles brigam com todos! (ou quase todos) Nós Amamos todos! "Nós sofre, mas nós goza" já dizia Tarcísio "Sete" no seu bloco carnavalesco etílico-cultural, que todo carnaval pernambucano está nas ruas, para a alegria de nós todos. A eles tudo será proibido! A Nós tudo será permitido. Esse pacifismo nacional do Patropí é sempre historicamente checado. Foi assim na virada do Império para a República (existem até piadas com a família real); foi assim em 1930, em 1964 (com todos os excessos que podem ter havido) e sempre será se Deus assim o permitir. E Ele permitirá! O Brasil vai cumprir sua missão de Celeiro do Mundo e seu povo a de Sedutor do Mundo, porque Deus é brasileiro, porque merecemos a nobre missão que o Criador nos reservou de contribuir com um mundo cada vez mais civilizado, mais alegre e menos desigual do ponto de vista social e de hostilidade limitada. *Professor da UFPE e |
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