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FRANÇA:

O TRAUMA DA CANARINHA

 Por Genival Ferreira

                                               “Ouso imaginar que se o Imperador D. Pedro II fosse francês o Marechal Deodoro teria “afroxado” e o Brasil ainda hoje seria um Império”.

 

                        Quem já viu uma coisa dessas? A França que passara uma Copa  inteira (a de 2002) SEM GANHAR DE NINGUÉM e a atual (2006) com apenas uma vitória sobre o discretíssimo TOGO, que NÃO GANHOU DE NINGUÉM, encarou a INVENCÍVEL CANARINHA e “parou” os Galáticos atletas brasileiros. Só nós em 1986 – desclassificados nos pênaltis; e em 1998, perdendo o Penta para a mesma França que se classificara “nas coxas” para uma final com o Brasil. INCOMPREENSÍVEL!

                        O Maradona chegou a afirmar que a Seleção brasileira era tão boa que nem precisava de Goleiro! (Apesar de que de Maradona e de Pelé pode vir qualquer coisa! Ah! Ah! Ah!). Eu mesmo achava que apenas a Alemanha poderia fazer frente à nossa Seleção. Não pela equipe em si, mas por estar jogando em seus domínios e UNINDO VERDADEIRAMENTE A ALEMANHA INTEIRA, derrubando de vez o Muro de Berlim.

                        Tem que haver uma explicação! A Seleção Brasileira sempre tem um esquema para cada jogo. Mas com a França não funciona! O Vovô Zidane (se dane vovô!) e seus colegas, parece que VENDEM A ALMA AO DIABO, para enfrentar o Brasil. Jogam mal contra todos, mas contra o Brasil dão chapéu em Ronaldo, “param” Roberto Carlos (e até Erasmo Carlos se tivesse jogando), humilham o Capitão Cafu e fazem a festa. Parece o time do Bahia certa vez jogando contra o Sport, que chegou na Ilha ostentando a Lanterna do Campeonato e faz dois gols no Glorioso que ostentava a primeira colocação (não quero falar disso agora, se não eu choro!).

                        Toda espécie de “teoria” já foi colocada para explicar esse desempenho brasileiro frente à Seleção Francesa: Em 1998 já falaram de “compra” de pessoas; em Patrocínios de poderosas multinacionais; em contratos com jogadores; em convulsão de Ronaldo (que nem ele nem ninguém explicaram o que houve), mas agora eu vou lançar a minha teoria: Trata-se de “orucubaca francesa”, proveniente das antigas colônias francesas na África (apesar de lembrar o saudoso João Saldanha que dizia: “se catimbó ganhasse Jogo, o Campeonato Bahiano terminaria empatado”). Não vejo outra explicação racional.

                       Tem também a “teoria da paridade de Títulos Mundiais entre Europa e Américas”, atualmente o placar aponta 9x8, mas em 2006 a Europa vai empatar (estão nas semifinais: Alemanha, Itália, Portugal e França). Essa “teoria” é frágil, pois poderiam “tomar” o título do Brasil na Final contra a Alemanha ou Itália.

O problema é MESMO A FRANÇA e acho até que se o BRASIL TIVESSE disputado fases classificatórias contra os franceses, jamais seríamos Pentacampeões do Mundo.  

                        Ouso refletir que graças a DEUS Dom Pedro II, não era Francês, pois se assim fosse, o Marechal Deodoro da Fonseca jamais teria proclamado a República do Brasil. Seríamos hoje Império Francês; e que a França fica na Europa e jamais disputaremos eliminatórias contra ela, do contrário deixaremos de irmos às Copas do Mundo, o que sem dúvida seria uma lástima para nós que tanto amamos o futebol e o praticamos tão bem, exceto contra a França de Zidane (se dane Vovô!), Henry e Bartez.