FUNÇÃO MATETICA DA FELICIDADE

Porque que nunca estamos satisfeitos?

 Por Genival Ferreira

Fel = f (P-D),

onde:

Fel => é Felicidade;
            f => é função;
            P => é conjunto de Possibilidades; e
            D => é conjunto de Desejos.

Literalmente quer dizer que a Felicidade é a diferença entre as nossas Possibilidades de conseguirmos as coisas e os Desejos que temos de conseguí-las.

ETA, Eureka!  Finalmente descobrí! Eis aí a Função Matemática da Felicidade! E agora? Vamos discutí-la:

  • Quando P > D, temos Fel positivo, o que caracteriza estágio de Felicidade;

  • Quando P = D temos Fel = 0, o que caracteriza a inércia (rotina); e

  • Quando P < D temos Fel < 0, o que caracteriza infelicidade (ou Felicidade Negativa).

A vida nos ensina que podemos desejar tudo, desde que seja possível. O problema maior é que nem sempre temos como mensurar o conjunto dos nossos desejos e desconhecemos, em princípio, o conjunto das nossas possibilidades.

Quando desejamos “a mais” do que podemos, ficamos infelizes pois nossas possibilidades não estão à altura dos nossos desejos. Quando desejamos no limite das nossas possibilidades, entramos numa área de Felicidade Zero (ausência de felicidade, provocada pela rotina e inércia que se apodera de nós). O “segredo”está em desejarmos sempre abaixo das nossas possibilidades, para que possamos “perseguir” nossas plenas possibilidades. Isso contraria a maioria dos autores de auto-ajuda, que admitem que o que quisermos, conseguiremos (que é até verdade), mas o problema é que não medimos os custos marginais dessas conquistas e acabamos infelizes.

Parafraseando o Dalai Lama, que cita um pensador  chinês (se não me falha a memória Confúcio), diz: “O que mais é estranho nos homens é que eles sacrificam a saúde para ganharem dinheiro, e depois gastam o dinheiro para recuperarem a saúde”

Eis aí o motivo principal do desequilíbrio negativo da Função Matemática da Felicidade.

Perguntemos com toda a sinceridade: Por que temos que possuir coisas que não nos servem? Roupas, sapatos e objetos pessoais que não usamos? Carros sofisticados e caros, quando às vezes os adquirimos com enorme sacrifício de outras prioridades? (tem gente que passa necessidades primárias, para possuírem o “Carro da Moda”). Casas de campo ou de praia ou mesmo fazendas, que utilizamos um mês durante o ano e passamos onze meses “estressados” com o caseiro?

Tudo isso onera muito a Função Matemática da Felicidade, pois a variável “D” (conjunto dos Desejos), cresce e leva-nos ao estágio negativo de Fel (Felicidade). É muito comum nos dias de hoje, quando a  corrupção está se generalizando, ver-se pessoas cujos desejos extrapolam suas possibilidades e as faz buscarem “ampliação” dessas possibilidades com métodos “não convencionais”, o que lhes impõe assumir posturas antiéticas para “conseguir” seus desejos (para estas pessoas, os fins justificam os meios).

Como resolver o problema?

Basta avaliarmos a utilidade das coisas. O carro para que me serve? Quais as roupas, sapatos e objetos pessoais que uso? Ao invés de investirmos nas casas de campo ou de praia, que visitamos eventualmente, por que não escolhermos um hotel de campo ou de praia para passarmos aqueles quatro ou cinco finais de semana do ano? (A vantagem aquí é de usufruirmos de espaços diferenciados, com o mínimo de problemas).

Ou queremos uma casa de campo para dizermos aos amigos: “eu tenho uma casa de campo”? Isto é bobagem medieval! A idéia de posse é antiga. O que deveria ser atual é a IDÉIA DO USO. Que importa se o hotel que usamos nos finais de semana com a família e com os amigos não é nosso? O importante é que o USAMOS!

         Pensemos nisso tudo e busquemos efetivamente a FELICIDADE!

        É possível!

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