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TATIANE PINK:

Graças a Deus você é a Média do Caráter Nacional!

Por Genival Ferreira*

Sempre fui um crítico fervoroso do Big Brother Brasil. Acho que deseduca, aliena e produz um processo de “imbecilização” que o brasileiro não precisa, e, jamais se prestará para algo culturalmente útil.

Um dia, porém, quando numa das chamadas televisivas, escutei de uma linda morena que dizia “eu sou uma pernambucana arretada!” me liguei. Tratava-se de Karla, a pernambucana de Paulista que me fez decidir assistir a todos os episódios do BBB 5.

 Assim que decidi que iria assistir o reality show da Globo na sua última versão, descobri que além dela havia uma certa matuta de Salgueiro, também pernambucana Tatiane “Pink”.

A minha pernambucanidade exagerada acendeu-se mais ainda. Queria saber como se comportariam as minhas conterrâneas durante o Programa e daí prá frente torci, votei, opinei e discuti até mesmo nos corredores da Universidade.

Mas o momento relevante dessa relação com aquela alienação global, ocorreu quando descobri o caráter de Pink, que certa feita admitiu que “gostaria muito de ganhar R$ 1.0000.000,00 (hum milhão de reais), mas jamais estaria disposta a passar por cima de alguém”. Isso ao responder uma afirmação da cearense Natália de que estava ali para aparecer, numa postura muito degradante.

Num segundo momento, após ouvir do imoral e antiético médico Rogério, que “a Pink estava fazendo um tipo” prestei mais atenção ainda ao desempenho da minha maravilhosa conterrânea sertaneja. Senti-me muito gratificado quando em visita à minha queridíssima Petrolina,  tive o prazer de conhecer parentes da Pink e checar até que ponto o maldoso Rogério não tinha a mínima razão.

É que eu já havia me apaixonado pelo caráter da fantástica matuta de Salgueiro e confirmar o que eu pensava foi muito gratificante.

Tomei partido: como a maioria do público brasileiro ficou do lado do Grupo do Bem (Pink, Jean e Grazzi) acrescido depois pelo Sammy (o paulista que estava inicialmente em cima do muro) e Allan (o mineiro que descobriu a tempo que havia optado erradamente pelo lado do Grupo do Mal). E aí minha conterrânea Karla (pernambucana-capacho), Aline (a carioca subserviente e fofoqueira), Paulo André (o paulista maquiavélico), Giuliano (o paulista oportunista), Natália (a cearense vazia) e Rogério (o paulista mau caráter) amargaram uma série de derrotas com rejeição que chegou em alguns paredões a 87% e 92%.

Pink, você provou uma coisa: ser ético ainda vale a pena! Graças a Deus! 

Neste momento da minha breve crônica quero prestar-lhes uma homenagem:

Pink minha conterrânea querida, você é MARAVILHOSA, INTELIGENTE, TRANSPARENTE, FIEL, LINDA, GOSTOSA, SÉRIA, ÉTICA, ESPONTÂNEA, ALEGRE, REBELDE, LEGÍTIMA, APAIXONADA, PASSIONAL, SINCERA, OUSADA, MOLECA, CHARMOSA, ARRETADA, DESTEMIDA, HEROÍNA e acima de tudo DIGNA e representa verdadeiramente a MÉDIA DO CARÁTER DO MEU BRASIL.

Você mostrou a indignação do brasileiro quando enfrenta situações de armações e politicagem; sacanagem e putaria em geral. Você fez o que a maioria dos brasileiros gostaria de ter feito diante de situações similares.

Mostrou também que nós, neste lindo, fantástico e multicultural Patropí, enfrentamos situações iguais às que você viveu no BBB 5. Isto quer seja na Empresa,  ou na Universidade onde trabalhamos; na Igreja onde oramos; nos Condomínios onde moramos; ou no Clube Social onde nos entretemos.

Fez ver que no Brasil existem muitas “Pinks”. Nós somos em média, verdadeiramente a sua cara! Graças a Deus!

Fez-nos entender que o que faz este país crescer e desenvolver-se a taxas menores do que seu potencial (numa reflexão estrutural) é a existência, ainda, de muitos “Rogérios”, “PA's”, “Natálias”, “Karlas”, “Alines” e “Giulianos” encalacrados na maioria dos “focos de poder”.

Fez-nos compreender que é das “Pinks”, dos “Jeans” e das “Grazzis” que o país necessita para entrar de vez no Clube dos Países Desenvolvidos e nós conseguiremos isso, porque somos maioria e podemos marchar mansa e tranquilamente para desalojar esses personagens do mal dos seus “focos de poder”.

Você Pink (matuta de Salgueiro do meu Sertão); Você Jean (matuto de Alagoinhas - um beijo para minha querida Bahia); e Você Grazzi (paranaense de primeira qualidade – alô meu Paraná, Aquele Abraço!) estão de parabéns e devem se orgulhar da lição que deram ao país de ética e dignidade, mostrando que Promover e Praticar o Bem ainda vale a pena.

*Professor da UFPE
Presidente da Academia Pernambucana de Ciências Contábeis
Radialista
Torcedor Radical da Dignidade Humana