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UNIVERSIDADE: Última
fronteira da Corrupção Por Genival Ferreira Às vezes me descubro refletindo sobre um dos maiores males das sociedades e fico preocupado com o mal que a corrupção causa ao meu país. Analisando o ranking da corrupção concebido pela Transparência Internacional, caso o Brasil assumisse a posição do Canadá ou Holanda naquele ranking, cada brasileiro embolsaria cerca de R$ 6.000,00 (seis mil reais)/ano, a preços do ano 2000. Isso significa dizer que a corrupção do patropí, leva de cada brasileiro a importância de R$ 500,00 (quinhentos reais) por mês o que equivale a cerca de dois salários mínimos, também a preços da época, acima referida. Veja que lamentável: Isso equivale dizer que cada trabalhador humilde deste país com sua família (média de 4 pessoas, segundo o IBGE), deixa de proporcionar um bom nível de bem-estar aos seus, devido a atuação dos corruptos. Os caras simplesmente “levam” duas vezes o que é pago indignamente a estes brasileiros humildes. Não é mesmo Lamentável? É mais do que isso: É terrível, cruel e criminoso! Isso poderia representar menos violência e um maior nível de desenvolvimento econômico a um dos países mais desiguais do mundo. Este maldito instrumento de exclusão social tem seus tentáculos em todos os setores e isso me assusta, porque ela pode estar na nossa frente, ou ao lado esquerdo ou direito da nossa rua. Na verdade a corrupção não deveria ter espaço em nenhum ambiente de uma sociedade eticamente desenvolvida. Enquanto essa utopia não é atingida, rezemos para que ela não chegue às nossas universidades. Pois a Universidade deveria ser instrumento de responsabilidade social e de desenvolvimento. Dia desses li um “folder institucional” de uma recém criada universidade federal e constatei que PARECIA MAIS COM UM PANFLETO DE FESTA DE PADROEIRA DO INTERIOR. É que o “folder institucional” agradecia a um monte de deputados, prefeitos, senadores e até ao Presidente da República. Da mesma maneira que os panfletos das festas de padroeiros de todo o interior do Brasil: agradecimentos especiais ao Vereador Tal, ao Prefeito Qual, ao Deputado Outrem, etc. etc. etc. Que coisa ridícula! Mas para ser discreto, comentei com uma Pró – Reitora dessa tal universidade, que comigo participava de uma Banca de Concurso Público para Docentes, que aquilo estava “muito piegas”. Para que eu fui dizer aquilo? A ilustre Professora saiu direto em defesa do Magnífico Reitor daquela instituição (será uma instituição?). Como sou muito crítico, e, muito mais crítico com instrumentos de comunicação, argumentei que o que se sabia daquele senhor não tinha nada a haver com o perfil que ela dissera (homem ético, preocupado com os destinos da universidade e comprometido com o desenvolvimento da região em que estava inserida aquela universidade), é que se tratava de alguém que estava praticando nepotismo na universidade que dirigia, o que para mim era algo profundamente indigno para um Professor, um Cientista. Para me preocupar mais ainda ela argumentou que o caso dos dois filhos dele que fizeram concurso para docente (e foram aprovados, claro!) na implantação da universidade, era um caso de “oportunidade de mercado”. Aí eu desaprendi tudo que me foi transmitido, por meu Pai e minha Mãe (que Deus os tenha!), minha Professora, Dona Vera Maria da Costa Aquino (que dignidade! Hein Sanharó? Saudades do Grupo Escolar Rural Dr. Benjamim Caraciolo), sobre ética, moralidade e honestidade. E pior: descobri que ensinei errado aos meus filhos DAVID RICARDO “CORAÇÃO DE LEÃO” e ANA CARLA LEÃO (dois dos meus Tesouros). Desaprendi também o que é OPORTUNIDADE DE MERCADO, mas aí a culpa não é de Dona Vera, mas dos meus competentes professores de graduação, mestrado e doutorado: ensinaram-me errado também! Que coisa! Só fiquei mais tranqüilo quando um dia de junho de 2006, me encontrava em BV – a belíssima Capital de Roraima e recebi um telefonema de um DIGNÍSSIMO AUDITOR DO TCU, que não conheço, mas me causou uma EXCELENTE IMPRESSÃO e desenvolvemos o seguinte diálogo (parafraseio), via Celular: - Prof. Genival Ferreira? Perguntou-me a voz masculina (que vinha do código de área 081). - Sim é ele – respondi. - O Senhor não me conhece, mas já sei que é Rubro – Negro da Ilha do Retiro, portanto, minha saudação é PELO SPORT TUDO! – Ele também era e é Rubro – Negro da Ilha do Retiro. - PELO SPORT TUDO! Respondi radiante. (Vocês já pensaram, Receber uma ligação do Meu Pernambuco e ainda por cima com essa lindíssima saudação?) E ele continuou: - O Sr. Não me conhece, mas eu sou FULANO (omito o nome para preservar sua identidade) Auditor do TCU e estou analisando as contas da Universidade Tal. - Certo FULANO, mas em que posso ajudar? – Perguntei-lhe. - É que li na sua Home Page, uma crônica de sua autoria sobre essa Universidade e gostaria de saber mais sobre o cidadão que dirige aquela instituição. - Olha FULANO, o que eu sei é o que a região sabe, o cidadão chegou lá, vindo de uma universidade sem a mínima relação com a comunidade e desembarcou com uma tulha de pessoas que nem sabiam onde ficava a região contemplada com a universidade que implantaram e transformaram a entidade numa “caixa preta” e está praticando inclusive, NEPOTISMO. - É que de onde ele veio há uma série de processos contra ele, que já foi multado e condenado pelo TCU a devolver recursos da universidade que dirigia. – continuou o digno Auditor. - O que eu sei é que ele transformou aquela região numa colônia do Estado dele. - E o senhor sabe quem o levou para lá? - Não sei, mas os culpados foram os políticos da região e do Estado, especialmente os do PT, que permitiram uma figura desconhecida transformar uma jovem universidade em feudo dessa figura. Para você ter uma idéia, consulte o Estatuto da Tal Universidade e verá que ele não contempla nenhuma participação da Comunidade nos Conselhos da Tal Universidade, pois se isso tivesse ocorrido, estaria ameaçada a “eleição” dele como Reitor. E depois houve a ilegalidade na tal “eleição” pois o tal Magnífico Reitor, já VINHA DE DOIS MANDATOS consecutivos da universidade que pertencia. AS UNIVERSIDADES FEDERAIS SÃO AUTARQUIAS DO MESMO MINISTÉRIO (DA EDUCAÇÃO), portanto houve sim ILEGALIDADE no ATO. E mesmo que não fosse ILEGAL, seria ANTIÉTICO, especialmente da forma como ocorreu. Conclui. - Professor Genival, muito obrigado pelas informações e gostaria de dizer que gostei muito do seu Site, por isso pedi informações sobre sua pessoa, tentando localizar, inclusive seu telefone celular, junto ao CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DE PERNAMBUCO, do qual o senhor foi Presidente por dois mandatos e Vice – Presidente por outro. De lá descobri que o senhor além de Rubro – Negro da Ilha do Retiro, foi Vice – Presidente de Finanças do Glorioso SPORT CLUB do RECIFE – três mandatos (1991-1992/1993-1994/1995-1996) e fiquei mais satisfeito. PELO SPORT TUDO! - Despediu-se. - PELO SPORT TUDO! Fulano, obrigado por todas as referências e qualquer coisa que puder ajudar é só me contactar! E Parabéns pelo seu Trabalho de Pesquisa! Precisamos desalojar focos de corrupção de todas as nossas entidades, para que nossos filhos e netos usufruam de um país mais justo. Que conversa boa! O dia que havia começado para mim com uma saudade imensa das minhas coisas pernambucanas, acabava de me dar inspiração inclusive para escrever esta crônica. Pensei: SE A CORRUPÇÃO CHEGAR À UNIVERSIDADE BRASILEIRA ESTAREMOS TODOS PERDIDOS. Eita isso dá uma crônica para o meu Site! Pensei, escrevi e reafirmo: A UNIVERSIDADE É A ÚLTIMA FRONTEIRA PARA A CORRUPÇÃO ATINGIR. Vamos resistir?
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